REGULATÓRIO · ATUALIZADO ABRIL/2026
Reforma Tributária 2026: o que muda no seu ERP
Empresário não precisa virar tributarista para entender o essencial. Aqui está o resumo objetivo: o que é CBS, o que é IBS, o cronograma, o que muda na NF-e — e como o SIGE Cloud já está se adaptando para você não ter dor de cabeça.
Neste artigo
O que é a Reforma Tributária 2026
Em dezembro de 2023, o Brasil aprovou a Emenda Constitucional 132/2023, que reforma o sistema de tributação sobre o consumo. A ideia central: simplificar. Hoje, vendendo um produto ou serviço, sua empresa lida com até cinco tributos diferentes (PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS) que se acumulam em cascata e variam por estado e município. A Reforma substitui esses cinco por dois tributos no modelo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com cobrança no destino e não cumulatividade ampla.
Importante: a transição é gradual. Não acorda em 1º de janeiro com tudo novo — há um cronograma de 7 anos para a virada se completar.
CBS, IBS e Imposto Seletivo
| Tributo novo | Substitui | Competência |
|---|---|---|
| CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços | PIS e Cofins | Federal |
| IBS — Imposto sobre Bens e Serviços | ICMS e ISS | Estadual + Municipal (compartilhada) |
| IS — Imposto Seletivo | Parte do IPI (apenas para itens "do mal" como cigarro, álcool, agrotóxico) | Federal |
Características do novo regime:
- Cobrança no destino — o tributo vai para o estado/município de quem consome, não de quem produz.
- Não cumulatividade ampla — você se credita do tributo pago em todas as etapas anteriores.
- Alíquota uniforme por ente (com regimes diferenciados para alguns setores específicos).
- Cashback em alguns estados para devolução parcial a famílias de baixa renda.
Cronograma de transição
| Período | O que acontece |
|---|---|
| 2026 | Período de teste — CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, sem aumento de carga (compensação dentro de PIS/Cofins). Empresa precisa começar a destacar os novos tributos na nota. |
| 2027 | CBS começa a vigorar com alíquota plena. PIS e Cofins extintos. IPI reduzido a zero (mantido apenas para Zona Franca de Manaus). |
| 2029 a 2032 | IBS sobe gradualmente, ICMS e ISS caem gradualmente. Convivência simultânea dos dois regimes — momento mais complexo da transição. |
| 2033 | Reforma plenamente implementada. ICMS e ISS extintos. Restam apenas CBS e IBS sobre consumo. |
Datas conforme Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentação publicada pela Receita Federal. Acompanhe atualizações regulatórias — pequenos ajustes de cronograma podem ocorrer durante a transição.
O que muda na NF-e
A NF-e ganhou e vai ganhar novos campos para registrar CBS, IBS e Imposto Seletivo. Para o empresário, o impacto prático é:
- Cadastro de produto precisa estar com NCM e CEST corretos — isso ficou ainda mais crítico.
- Cadastro de cliente com UF correta — define o destino e a alíquota do IBS.
- Cálculo paralelo durante a transição — mesma nota tem regime antigo e novo simultaneamente.
- Crédito de tributo precisa ser controlado e aproveitado para não perder dinheiro na cascata.
- SPED Fiscal e EFD Contribuições evoluem para acomodar os novos tributos.
Quem opera com planilha vai sofrer. Quem opera com ERP atualizado pelas Notas Técnicas vai virar a chave sem trauma.
Impacto prático no seu negócio
Setores que tendem a ganhar
- Indústria com cadeia produtiva longa (fim da cumulatividade ajuda).
- Exportadores (desoneração mais clara).
- Comércio interestadual (cobrança no destino simplifica disputas).
- Empresas com gestão fiscal já organizada.
Setores que precisam de mais atenção
- Serviços tributados pelo ISS hoje (alíquota costuma subir).
- Segmentos que viviam de regime especial estadual.
- Empresas no Simples (têm regime próprio, mas precisam decidir se permanecem).
- Operações B2C com benefícios estaduais específicos.
Atenção: esta é uma visão geral. Cada CNAE, cada combinação de produto/serviço/UF tem nuance. A recomendação é sempre validar com seu contador antes de tomar decisões estruturais (mudar regime, mudar localização, repassar preço).
Como o SIGE Cloud está se preparando
O SIGE Cloud já tem guia oficial de configuração da Reforma Tributária 2026 publicado na central de ajuda. As atualizações de motor fiscal acompanham:
- Notas Técnicas oficiais da Receita Federal sobre layout de NF-e.
- Cronograma de obrigações acessórias (SPED, EFD).
- Regimes diferenciados por setor (saúde, educação, transporte, agronegócio).
- Convivência dos dois regimes durante a transição.
Guia oficial: Reforma Tributária 2026 no SIGE Cloud.
Para o detalhe completo do motor fiscal (ICMS-ST, exceções por estado, SPED), leia também: SIGE Cloud para fiscal complexo.
Checklist do empresário
- Confirme que todos os produtos têm NCM e CEST corretos no cadastro.
- Confirme que todos os clientes têm UF correta.
- Converse com seu contador sobre regime tributário ideal pós-Reforma.
- Verifique se seu ERP está atualizado conforme as Notas Técnicas mais recentes.
- Acompanhe os guias oficiais de configuração do seu sistema.
- Reserve tempo no calendário de 2026 para fazer testes em ambiente de homologação.
- Para CNAEs com regime diferenciado, mapeie alíquotas específicas do seu setor.
- Reveja sua estratégia de preço — repasse, absorção ou negociação na cadeia.
- Monitore comunicados de marketplaces e bancos sobre adaptação fiscal.
- Treine o time de financeiro/fiscal: novo vocabulário, novo fluxo, novo controle.
Perguntas frequentes
Empresa do Simples Nacional precisa se preocupar?
O Simples permanece como regime opcional. A empresa do Simples poderá optar por permanecer ou migrar para o regime geral. Vale conversar com o contador, porque em alguns cenários (especialmente B2B com créditos), o regime geral pode ficar mais vantajoso após a Reforma.
Vou pagar mais imposto?
Depende do setor e do perfil. A Reforma busca neutralidade de carga global, mas individualmente alguns setores tendem a pagar mais (serviços) e outros menos (indústria com cadeia longa). Simulação com seu contador é o único caminho confiável.
Quando o Imposto Seletivo entra em vigor?
A partir de 2027, sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente (cigarro, álcool, agrotóxicos, automóveis com alto consumo, entre outros conforme lei complementar).
O SIGE Cloud cobra extra para suportar a Reforma?
Atualizações regulatórias estruturais (Reforma Tributária, novas Notas Técnicas) entram via update do produto, sem cobrança adicional pela mudança fiscal em si.
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